Pediatria Geral & Onco-hematologia Pediátrica
O que é?
As doenças respiratórias figuram entre os problemas de saúde mais comuns nos primeiros dois anos de vida, com maior incidência ainda no primeiro ano. Resfriados, quadros de chiado no peito (sibilância) e, principalmente, as bronquiolites, aparecem com frequência nessa faixa etária, podendo causar tosse persistente, desconforto respiratório e dificuldade para mamar ou dormir.
Como a bronquiolite costuma ter como principal agente o vírus sincicial respiratório (VSR), especialmente em períodos de maior circulação viral, reconhecer os sinais precocemente é fundamental para orientar a conduta adequada. Formado pela Faculdade de Medicina da USP e com residência em Pediatria no Instituto da Criança do HCFMUSP, Dr. Paulo Taufi Maluf Jr. dedica atenção especial a esse grupo de condições, que exige olhar treinado para diferenciar quadros leves de situações que demandam acompanhamento mais próximo.
Essa distinção começa já nos primeiros sinais, muitas vezes discretos, que antecedem a fase de maior desconforto respiratório do bebê.
Sintomas
O curso da bronquiolite tende a seguir um padrão relativamente previsível, o que ajuda os pais a identificar o momento de buscar atendimento.
Os sintomas costumam se manifestar com maior frequência no inverno e, na maioria dos casos, o quadro se inicia como um resfriado comum, evoluindo ao longo dos dias seguintes. Entre os sinais mais característicos, estão:
- Coriza e tosse nos primeiros dias, muitas vezes acompanhadas de febre baixa;
- Piora progressiva por volta do terceiro dia, com surgimento de falta de ar;
- Chiado no peito (sibilância) e respiração mais rápida do que o habitual;
- Esforço respiratório visível, como retrações no tórax;
- Dificuldade para mamar ou se alimentar, decorrente do esforço para respirar.
Em bebês pequenos, esses sinais merecem atenção redobrada, já que o quadro pode evoluir com maior rapidez do que em crianças mais velhas. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado nos sintomas, no exame físico e na idade da criança; a radiografia costuma ser dispensável quando o quadro é típico, evitando exposição desnecessária do bebê. Reconhecer essa evolução típica é o que permite, na prática, decidir com segurança entre observação domiciliar e necessidade de suporte médico mais intensivo.
Diagnóstico e Tratamento
Definir a conduta adequada para as doenças respiratórias do primeiro ano de vida depende de fatores como o tipo de quadro, a idade do bebê e a intensidade dos sintomas apresentados. Em condições como a bronquiolite e outras infecções respiratórias típicas dessa fase, a avaliação clínica detalhada é o que orienta a escolha entre as diferentes abordagens terapêuticas disponíveis.
Tratamento de suporte
Na maior parte dos casos, a base do manejo está em medidas de suporte: atenção à hidratação adequada, ao conforto respiratório do bebê e ao monitoramento contínuo da evolução clínica. Os pais recebem orientações específicas sobre sinais de alerta que indicam necessidade de reavaliação, como piora da falta de ar, recusa alimentar persistente e redução da diurese.
Tratamento medicamentoso
A indicação de medicamentos varia conforme a causa e a gravidade do quadro. Nem toda infecção respiratória exige medicação específica, de modo que a conduta é sempre individualizada e baseada em critérios clínicos consistentes, evitando prescrições desnecessárias e priorizando apenas aquilo que efetivamente contribui para a recuperação da criança. Essa individualização é o que separa protocolos genéricos de um plano terapêutico realmente ajustado a cada bebê, considerando idade, gravidade e resposta clínica ao longo do tratamento.
Como é o atendimento?
Na consulta voltada às doenças respiratórias do primeiro ano de vida, a avaliação busca compreender a intensidade dos sintomas, o padrão respiratório do bebê e a real necessidade de intervenções específicas. O exame é direcionado à observação de sinais de esforço respiratório, à aceitação alimentar e ao estado geral da criança, com explicações claras aos pais sobre a evolução esperada do quadro e os sinais que merecem atenção. Esse acompanhamento é conduzido pelo Dr. Paulo Taufi Maluf Jr., cuja experiência em Pediatria Geral orienta a definição do plano de cuidado mais adequado a cada caso.
Conforme a necessidade identificada, o plano pode incluir fisioterapia respiratória, indicada para auxiliar no conforto e na mecânica da respiração, e inaloterapia, quando clinicamente indicada. Em quadros que evoluem com necessidade de oxigênio suplementar, a internação pode ser recomendada para monitoramento contínuo e suporte mais próximo à criança, garantindo que a recuperação ocorra com segurança até a alta.
Prof. Dr. Paulo Taufi Maluf Jr.
Pediatria Geral & Onco-Hematologia Pediátrica
CRM-SP: 21769 | RQE: 058005 | RQE: 93377
Prof. Dr. Paulo Taufi Maluf Jr. é pediatra com sólida trajetória na Pediatria Geral e na Onco-hematologia Pediátrica. Formado pela Faculdade de Medicina da USP em 1974, realizou residência em Pediatria e em Onco-hematologia Pediátrica no Instituto da Criança do HCFMUSP. É titular da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica, com RQE 58005 e 93377, além de membro da SIOP e da ASPHO.
Com doutorado e título de professor livre-docente pela FMUSP, construiu uma carreira marcada pela assistência, docência e produção científica. Atuou no Instituto da Criança do HCFMUSP, dirigiu os serviços de Pediatria dos hospitais Nove de Julho e A.C.Camargo. Atualmente, integra a retaguarda pediátrica e o Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Há 40 anos mantém consultório no Itaim-Bibi, atendendo crianças e adolescentes de 0 a 18 anos em cuidados preventivos e em quadros de maior complexidade. Seu trabalho é pautado por escuta atenta, exame clínico criterioso e medicina baseada em evidências, com atenção especial ao esclarecimento das dúvidas dos pais e familiares.
Entre seus diferenciais, inclui-se a ampla experiência em imunizações, aplica vacinas em consultório apoiado nas normas exigidas. Sua prática valoriza um olhar humanizado e integral, sempre com foco no crescimento saudável e no bem-estar global de cada paciente.
Fluente em inglês, francês e espanhol, alem de conhecimentos básicos de alemão, oferece a famílias que, expatriadas, procurem assistência em seu próprio o idioma.


